Homem recebe transplante das duas mãos 17 anos após amputação: “Sensações completas”

Homem recebe transplante das duas mãos 17 anos após amputação: "Sensações completas"
Homem recebe transplante das duas mãos 17 anos após amputação: “Sensações completas” (Foto: Universidade da Pensilvânia)

No início deste mês, o Hospital da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, falou sobre o sucesso do transplante realizado em um homem que teve suas duas mãos amputadas há 17 anos.

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Luka Krizanac, de 29 anos, perdeu as duas mãos e partes das duas pernas em 2008, quando tinha apenas 12 anos, por conta de uma infecção que não foi tratada corretamente.

Seu quadro rapidamente evoluiu para sepse e múltipla falência dos órgãos. Ele quase perdeu a vida, então, as amputações foram os últimos esforços da equipe médica para tentar salvá-lo, de acordo com sua família.

Ao longo dos anos, ele recebeu próteses para os membros inferiores que o auxiliavam a andar. Luka concluiu a escola, fez faculdade, mestrado em ciência política e administração de empresas e construiu carreira em um banco, mas, ele ainda sentia falta das mãos.

“As pessoas geralmente têm dificuldade de entender quanta coisa fazem com as mãos. E eu não quero dizer apenas as coisas práticas, mas basicamente sobrevivendo como seres humanos, mesmo no mundo moderno de hoje”, explicou ele em um comunicado divulgado pela Universidade da Pensilvânia.

“Mesmo que você tente se acostumar e ganhar confiança sem as mãos, sempre precisa de alguém lhe ajudando. […] Você nunca têm a chance de fazer nada sozinho, o que tem a ver com o fato de que você também não é capaz de se desenvolver completamente como uma pessoa.”

Depois das amputações, a mãe de Luka ficou sabendo da história de um homem que recebeu transplante de mãos na Áustria. Eles começaram a correr atrás da busca pelo procedimento na Suíça, mas sem sucesso.

Em 2016, Scott Levin, diretor do programa de transplante de mãos da Universidade da Pensilvânia, viajou para a Suíça para dar uma palestra sobre o programa que havia iniciado com o cirurgião Benjamin Chang.

A palestra foi batizada em homenagem ao médico suíço Reinhold Ganz, ex-mentor de Levin que coincidentemente estava na plateia naquele dia para testemunhar os avanços médicos do ex-pupilo.

Então, dois anos depois, Ganz decidiu ligar para Levin para comentar que havia encontrado um paciente para indicar para o procedimento. Acontece que o pai de Luka era gerente do centro cirúrgico no hospital em que o Ganz trabalhava.

Luka já tinha 22 anos a esta altura, mas o processo de preparo foi demorado e sofreu muitos atrasos. O cenário ficou ainda mais difícil quando a pandemia começou e, para piorar, enquanto Luka esperava pelas novas mãos, o jovem desenvolveu um problema nos joelhos.

O quadro causava muitas dores, então ele precisava fazer uma cirurgia reconstrutiva antes de receber os transplantes. Isso ocorreu pelo fato de que os transplantados devem tomar medicamentos imunossupressores para evitar rejeição dos novos membros, mas esses remédios dificultariam a cicatrização de seus joelhos.

Por isso, Levin formou um time que voou até a Suíça para realizar a operação nos joelhos de Luka. Um ano depois da cirurgia nos joelhos, Luka finalmente estava pronto para receber suas novas mãos.

Ele se mudou para os EUA com sua família e entrou para a lista de espera para receber os transplantes das duas mãos. Felizmente, ele era o único membro da lista e, oito semanas depois, um doador compatível foi encontrado.

A cirurgia, que aconteceu no ano passado, levou mais de 10 horas. O procedimento extremamente complexo envolveu a conexão de ossos, nervos, artérias, músculos e pele. Mas, graças à equipe médica, a operação foi um grande sucesso.

(Foto: Universidade da Pensilvânia)

A recuperação de Luka foi muito rápida. Três semanas após a cirurgia, ele já conseguia coçar a bochecha com as pontas dos dedos e ajustar os óculos em seu rosto. Na semana seguinte, ele já conseguia usar seu telefone sozinho.

Os sentidos de Luka também apareceram e ele agora consegue sentir quando a água está muito fria. Ele ainda está passando pela fisioterapia, mas está animado com os resultados. “Ter sensações completas, só sentindo dedos que não são de silicone, já é espetacular”, celebrou Luka.

A equipe médica espera que seus músculos e nervos cresçam e se liguem às mãos transplantadas nos próximos anos, o que aumentaria suas capacidades sensoriais e funcionais.

Foto e vídeo: Universidade da Pensilvânia. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial.

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